A eleição para a presidência do Senado, marcada para fevereiro de 2027, mobiliza não apenas partidos e grupos políticos interessados no comando da Casa, mas também ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). Em uma articulação que, segundo fontes ouvidas pelo UOL, ganhou intensidade inédita nas últimas semanas, magistrados têm atuado nos bastidores para favorecer a reeleição de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). O motivo central é o receio de que um presidente alinhado à nova composição do Senado leve adiante uma das principais bandeiras de campanha de parte dos parlamentares eleitos em outubro: o impeachment de ministros do Supremo.Um dos principais elos dessa articulação é a relação próxima entre Alcolumbre e Alexandre de Moraes. O ministro já atuou como interlocutor para tentar conter crises envolvendo o senador. Foi o caso do rompimento entre Lula (PT) e o presidente do Senado, que se arrastou por meses após a rejeição da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao STF, em abril. Moraes trabalhou para aproximar os dois e reduzir o desgaste entre o Planalto e o Congresso.
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