Shein, AliExpress, Temu, Mixue, BYD, Haval, Geely, Midea, Hisense, 99/Didi, Keeta. A lista de grandes empresas da China que vêm abrindo operações no Brasil, parte delas inclusive com produção local, não para de crescer. Há desde os marketplaces — que se beneficiaram com o fim da "taxa das blusinhas" (que este mês zerou o Imposto de Importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50) — a plataformas de delivery, passando por eletrodomésticos e cosméticos.
Em veículos elétricos, já são 13 as marcas chinesas no país, com destaque para BYD, Haval, Geely e Caoa Chery, que têm produção local.
Na outra ponta do consumo, de produtos de giro rápido, a gigante global de bebidas e sorvetes Mixue (a pronúncia é "míche") inaugurou em abril a sua primeira unidade em São Paulo, na Avenida Paulista. O Brasil foi o primeiro país em que a empresa investiu fora da região Ásia-Pacífico.
No país, o plano é aportar R$ 3 bilhões até 2030, com a abertura de mil lojas, entre próprias e franquias, e a construção de uma fábrica. Serão 100 pontos de venda apenas neste ano. No mundo, a Mixue, criada por dois irmãos em 1997, soma 64 mil lojas em 17 países e faturou 33,6 bilhões de yuans (R$ 25,6 bilhões) em 2025.
O Brasil é a maior economia da América do Sul e possui um mercado consumidor amplo, jovem e bastante aberto a novas experiências de consumo, estratégico de longo prazo. Enxergamos um potencial relevante nas categorias de bebidas geladas, chás e sorvete
Shu Mei, responsável pelo marketing da Mixue Brasil.
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