Desigualdade no Brasil persiste, diz ONU

As melhorias não conseguiram superar, no entanto, a desigualdade. Apesar de crescer, o país continua registrando diferenças relevantes entre regiões, gêneros e raças, chegando a registrar patamares diferentes de desenvolvimento, a depender do recorte usado. Veja a seguir:

Homens têm nível de desenvolvimento muito alto (0,802), enquanto mulheres têm alto (0,798);

Pessoas brancas têm nível de desenvolvimento muito alto (0,851), enquanto negras têm alto (0,774);

O Distrito Federal, maior IDH entre os entes, tem nível de desenvolvimento muito alto (0,866), enquanto o Maranhão é o pior, com alto (0,745).

Isso impacta diretamente na expectativa de vida, por exemplo. Um amapaense tem, em média, uma expectativa de até cinco anos a menos de vida se comparado a um cidadão do DF: 74,3 contra 79,7 anos na capital federal.

A renda também é extremamente desproporcional. Um cidadão branco do Distrito Federal tem uma renda média quatro vezes superior à de um cidadão negro do Maranhão: de R$ 1.987 para R$ 446,20.

Vida que segue...


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